Eu sou muito depressiva pra ser pop. Até tento de vez em quando no impulso desesperado de afagar um pouco dessa carência que esburaca o peito e não tem fim. Mas já perdi o tempo. O timing. O tempo que me consome e o qual eu nunca aprendi a consumir. Parece que todo mundo sabe, todo mundo tira o melhor do tempo que tem e eu só consigo deixá-lo escorrer. Eu não achei que seria do tipo arrependida, juro que não. Tinha orgulho de esbravejar eu não me arrependo de nada porque toda experiência me foi válida. Não foi. A verdade é que a gente toda gosta muito de dizer que as experiências nos formam e fortalecem. Mentira. Algumas sim. Raras. Outras você acaba levando uma vida inteira pra superar... Até que acorda no meio da noite em prantos porque a janela estava aberta e uma brisa tocou seu pescoço fazendo seu corpo traduzir essa delicadeza na memória violenta daquela mão pesada asfixiando sua garganta contra o colchão até a última estocada.
Puts, eu não consigo ser pop mesmo.
E é por isso que eu escrevo. Mas eu gostaria mesmo é de escrever coisas pra cima, que deixassem as pessoas mais leves. Já tentei... ficou tão... falso. Não que eu não acredite quando outras pessoas escrevem sobre uma positividade possível, eu acho lindo, eu curto e compartilho! E não é também, já me explicando, que eu viva o tempo todo no meio da treva escancarada nesse blog. É que talvez a minha escrita consiga ressignificar uma parte de mim que não se resolve mas precisa sair de algum jeito, e pra não causar estrago na vida real eu vomito tudo nas páginas em branco e chamo de ficção. Que alívio fingir que é tudo mentira!
Sejam bem-vindes e fiquem à vontade.
Cuidado.
Tem um tanto de gatilho por aqui, mas fiquem tranquiles, é tudo ficção...
Traduza e expresse seu interior, exteriorize e pulverize no espaço ...
ResponderExcluir